A 10686 Dias atrás (em 18 de maio de 1980), Ian Curtis se enforca na casa de seus pais, deixando mulher e filha. Achou seu destino, antes que fosse tarde.

A melhor descrição do Joy Division que já ouvi, foi feita pelo meu grande Amigo Zé Luiz. Ele disse:

"Não sei, algo sobre aquele poeta desesperado que só falava de solidão, morte, suicídio. Aquela voz cavernosa que vinha do âmago daquela alma perdida. O som inovador: baterias e guitarras pesadas com teclados belos e delicados. Poeta que inspirou Morrissey e tantos outros. A questão altamente freudiana da morte dele: enforcamento na casa dos pais.

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O título do conjunto: uma referência nazista a prostitutas de um campo de concentração. E era assim que Ian Curtis se sentia na vida: ele era a prostituta, a sociedade o campo de concentração. Estava aqui para divertir os seres humanos, tal como uma prostituta divertia os nazistas de um campo de concentração. A paixão do Ian Curtis pela música do David Bowie, tanto que o primeiro conjunto montado por ele: se chamava Warzaw em homenagem a uma musica do Bowie ( é uma música longa, com uns vocais estranhos no final, parecendo um culto religioso sinistro e primitivo).



"Cry like a child though
these years make me older
With children my time
is so wastefully spent
Burden to keep, though their
inner communion
Accept like a curse
an unlucky deal
Olhando-se para a capa do Closer fica claro o eminente suicídio. Aliás as capas: o primeiro disco mostra um espectro da "morte de uma estrela". Fã-clube do Joy Division não me parece uma coisa muito lógica, o Joy é uma experiência individual"... é para se perder nos abismos da alma: da loucura, do desespero, da angústia, da depressão, da solidão, do isolamento... mais e mais presentes neste final de século.

Laid by the gate at the foot
of the garden
My view stretches out
from the fence to the wall
No words could explain,
no actions determine
Just watching the trees
and the leaves as they fall"

The EternalOuça The Ethernal
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Logo deverá haver uma redescoberta deste som tão moderno. Para mim Closer, junto ao Low do David Bowie e o disco The Velvet Underground & Nico são os três melhores discos de rock intimista já feitos até hoje."

Nada tenho a completar.

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